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Com tecnologia brasileira, etiqueta aponta deterioração da carne
Post atualizado em 11/2017

Uma simples etiqueta pode ajudar o consumidor a escolher carnes mais saudáveis na gôndola do supermercado. Batizado de Qualisticker, trata-se de um selo que muda de cor com a deterioração do frango. Assim é possível saber se o alimento está próprio ou impróprio para o consumo.
Desenvolvido dentro da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) pela pesquisadora Marcella Rocha Franco como dissertação de mestrado, a etiqueta é constituída de materiais aprovados pela Anvisa para contato direto com alimentos e tem baixo custo para a utilização em escala.
Enquanto as pesquisas foram desenvolvidas tendo o frango como exemplo, a etiqueta também poderá ser adaptada para o uso também em carnes vermelhas, como porco e boi.
Um dos maiores problemas na cadeia logística das carnes é manter o produto refrigerado o tempo todo. Caso ocorra um problema na refrigeração durante o transporte ou armazenamento, o produto estará estragado. O problema é que isso nem sempre altera significativamente a sua aparência, ainda que esteja impróprio para o consumo.
Para os fabricantes, trata-se de uma garantia de que o seu produto chegará ao consumidor como deveria, num processo semelhante aos lacres de segurança, que evitam a adulteração em qualquer etapa da cadeia.
O Qualisticker ainda não está disponível para a venda. Agora que a sua funcionalidade foi provada dentro da universidade, a pesquisadora trabalha para colocá-lo no mercado. Para isso fundou a startup AS31, que conta com a ajuda do programa de aceleração de startups Fiemg Lab, patrocinado pela Federação das Indústrias de Minas Gerais.
Não é a primeira vez que se aponta para as etiquetas adesivas para resolver problemas de segurança alimentar. Já até comentamos no blog da Promtec sobre uma solução semelhante desenvolvida por cientistas japoneses, que impede a leitura do código de barras quando a carne estiver estragada.
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