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Como Acertar no Gerenciamento de Cores
Post atualizado em 01/2024
Nenhum cliente gosta de receber seu produto ou embalagens com cores fora das especificações, o que torna imprescindível um bom gerenciamento de cores em gráficas e convertedores. Um bom controle da qualidade da cor tem como vantagem:
- Redução de custos com acerto de máquina,
- Redução de desperdício de tinta,
- Previsibilidade da operação e consistência nos resultados,
- E o mais importante: credibilidade do fornecedor.
Não é raro que um fornecedor perca clientes após entregar dois ou três lotes fora da especificação. Por outro lado, com uma sequência de entregas precisas, o relacionamento entre cliente e fornecedor só melhora, e novos negócios podem surgir desta parceria.
Falta de consistência de cor no PDV

A falta de consistência da cor é um problema muito sério no ponto de venda. Além do aspecto feio de cores com falta de saturação ou harmonia, a percepção do cliente sobre a embalagem reflete no produto. O cliente pode pensar que a embalagem é velha, produto falsificado, ou que o controle de qualidade é ruim (se nem a embalagem é consistente, imagine o conteúdo). Por isso cada vez mais brand managers têm aumentado suas exigências em relação às cores da marca e embalagens.
Efeito Bola de Neve

É importante entender que o desvio das cores muitas vezes não acontece em uma única etapa do processo. São pequenos desvios em cada etapa, que se acumulam ao ponto da impressão final ganhar uma grande distância da especificação.
Muitas vezes o problema começa na própria agência de design. Os problemas mais comuns nessa etapa são:
- Computadores com perfil de cor configurado incorretamente,
- Compactação indevida dos arquivos originais,
- Falta de cuidado com os perfis de cores na conversão e exportação de arquivos.
Após a criação e fechamento dos arquivos, pode haver problemas na formulação da tinta, às vezes criada para o substrato errado, às vezes sem todos os parâmetros de especificação iniciais. A produção também gera pequenas alterações e o resultado é aquele que conhecemos: grande variação de cores do início ao fim do processo.
Ou seja, pequenos desvios de cor, que seriam aceitáveis entre a primeira e última etapa da cadeia, acontecem em cada uma das etapas, com efeito multiplicador. Isso acontece pela falta de um parâmetro adequado e fixo em todos os passos.
Mito 1: Amostras físicas são as ideais para controle da cor
Há vários problemas de se usar uma amostra física, desde problemas de consistência nas comparações (testes visuais dependem da acuidade visual do operador), até problemas com as próprias amostras, que já têm certa contaminação, já que nenhuma cópia é 100% fiel.
Para se ter uma ideia, a própria Pantone declara que seus guias não devem ser utilizado como padrão de cor, apenas como referência. Isso porque existe sim uma (pequena) variação na impressão dos guias, que, quando usados como padrão, podem fazer parte daquele efeito bola de neve já explicado.
Outro problema é a frequência da atualização das referências. Impressões de dois anos atrás já não têm mais a mesma qualidade: as cores podem sofrer degradação, e efeitos que aumentam a sua durabilidade também aumentariam a divergência em relação ao original.
O mesmo vale para amostras da última impressão. Aquela tinta já está contaminada, e, de pouco em pouco, as cores originais vão se perdendo.
Mito 2: Basta saber os valores de L * a * b para reproduzir as cores com fidelidade
O problema é que os valores de L * a * b não incluem os dados do iluminante, um fator importante a se considerar na reprodução da cor. O iluminante também deve ser especificado.
Quando isso não acontece, temos problemas de medição:
- Operadores com níveis de habilidade diferentes podem chegar a resultados divergentes,
- Fundo de medição incorreto: substratos diferentes geram resultados com problemas,
- A medição do padrão de cor pode estar incorreta. O padrão é o original, ou uma das cópias?

O L * a * b carece de algo importante: a curva de refletância espectral, que demonstra como a cor reflete os diferentes comprimentos de onda. A ausência desse dado causa uma coisa chamada metameria.
Metameria é um efeito de determinadas tintas (geralmente formuladas incorretamente) que faz com que a cor tenha uma grande variação sob diferentes padrões de luz. Ou seja, a embalagem tem um aspecto em um supermercado, outro na loja iluminada por luz solar e assim por diante. Para uma boa consistência da cor em embalagens temos que buscar a menor metameria possível.
Mito 3: Basta um bom controle de processo e repetibilidade para obter a mesma cor sempre
Que bom seria se bastasse apenas repetir os mesmos procedimentos para obtermos sempre a mesma cor. No entanto, não é isso que acontece. Cada impressão, cada passada na máquina está sujeita a pequenos desvios, imperceptíveis de uma etapa para outra, mas que com o passar do tempo pode gerar enormes distorções.
O procedimento correto é medir sempre. Só assim podemos garantir a entrega da qualidade de cor exigida pelo cliente.
Como garantir a cor: instrumentos de medição confiável e controle digital
A melhor maneira de garantir as cores corretas na embalagem do cliente é por meio de um padrão digital de cor, como o Pantone CXF, por exemplo. Trata-se de um arquivo digital com todas as especificações necessárias para reprodução daquela cor, ou das cores daquele trabalho. Por ser um arquivo digital de especificações, ele não muda em nenhuma etapa do processo.

Ou seja: a empresa, a agência de design, a formuladora de tintas, a convertedora e todos os envolvidos no processo passam a medir os resultados a partir do mesmo padrão fixo, o que diminui bastante as variações em cada etapa.
Com desvios menores em cada etapa, temos um desvio acumulado pequeno, garantindo maior precisão das cores da embalagem.
Claro, se você utiliza um padrão digital, você também precisa de instrumentos de medida confiáveis. O seu espectrofotômetro também precisa ser calibrado de tempos em tempos para que as suas medições sejam sempre precisas e confiáveis.
Quebrando o paradigma do controle de cores "pelo olhar", é possível elaborar um fluxo de trabalho que permita uma melhoria contínua, com cores cada vez mais precisas, menor desperdício e fidelização de clientes.
Este artigo foi baseado no Webinar 3 Mitos de Cor na Impressão de Embalagens.
Na Promtec trabalhamos com diferentes processos de impressão, desde flexografia até diferentes equipamentos para impressão digital. Para cada métodos utilizamos processos específicos para controle da cor, garantindo a cor do seu lote de rótulos e embalagens da primeira a última.
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