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Como etiquetar produtos embalados à vácuo

Produtos embalados à vácuo apresentam um desafio para etiquetas: a superfície não é plana, e muitas vezes o produto não permite que se aplique pressão na etiqueta para iniciar corretamente o processo de cura. Como resolver?
A etiqueta mais comum utilizada em embalados à vácuo é a etiqueta de BOPP, um material econômico e prático. O BOPP é considerado semi-rígido, ou seja, ele acompanha a deformação do produto somente até certo ponto.
Ela é maleável o suficiente para acompanhar a superfície da embalagem quando a etiqueta é aplicada antes do embalamento a vácuo, mas não dobra para qualquer forma. Em superfícies muito curvas ou ovaladas ele tende a voltar à forma plana, isto é, vai fazer um pouco de "força" contrária à curvatura, o que pode levantar uma parte da etiqueta e expor o adesivo à oxidação (e assim perder adesão).
Qual o momento certo de aplicar a etiqueta? Antes ou depois do vácuo?
A resposta certa depende do produto, ou melhor, da forma final do produto embalado. Há três cenários possíveis, vamos analisar cada um deles:
Aplicando a etiqueta sobre a embalagem plana, antes de envasar
Este é o cenário mais recomendado, e também o mais usado por nossos clientes. A aplicação é feita sobre a embalagem plana, com bastante pressão sobre toda a etiqueta. Depois o produto é envasado e o ar retirado.
Neste cenário a etiqueta terá ótima adesão, e vai deformar acompanhando o produto, pois já estará bem aderida na embalagem. Mas é preciso tomar alguns cuidados com a legibilidade da etiqueta. Há o risco da etiqueta deformar demais, tornando-se ilegível.
Assim, cuide para que o alimento acondicionado deixe a superfície do rótulo ou etiqueta o mais plana possível após o vácuo, e escolha bem o local da etiqueta para que não fique em partes muito curvadas, dobradas ou com cantos levantados.
Aplicando a etiqueta depois de embalar, antes do vácuo
Não recomendamos. Você não terá uma superfície plana o bastante para aplicar a etiqueta e não conseguirá aplicar uma boa pressão sobre ela (para não esmagar o produto). Como a etiqueta não estará bem colada, o vácuo pode deformá-la e fazê-la soltar.
Aplicando a etiqueta depois de embalar e depois do vácuo
Não é o cenário ideal, mas pode ser utilizado caso a embalagem deforme muito com o vácuo, ou deforme de maneira imprevisível. A vantagem deste cenário é poder escolher a superfície mais plana disponível após o acondicionamento do produto, evitando quinas, cantos e áreas muito curvas.
Faça pressão de maneira uniforme em toda a área da etiqueta, garantindo a maior área possível de contato com a superfície da embalagem. Se o produto for congelado, o ideal é que a etiqueta esteja em contato com toda a superfície, para que uma parte exposta do adesivo não congele, reduzindo a adesão.
Distribua o produto uniformemente
Em qualquer cenário é necessário que você tenha cuidado com a distribuição do produto dentro da embalagem, para que fique com a superfície mais plana possível após o vácuo, ou com o mínimo de curvatura que puder. É a única forma de evitar desprendimento da etiqueta ou que alguma parte dela fique amassada e não possa ser lida.
Resolvendo problemas nas etiquetas de produtos embalados à vácuo
Se não for possível resultados satisfatórios com nenhuma das etiquetas de BOPP, uma possível solução é utilizar uma etiqueta flexível, como etiquetas de polietileno, que acompanham a deformação do produto e apresentam um ótimo acabamento. No entanto, são etiquetas mais caras, cujo custo-benefício só será vantajoso para produtos muito premium, de maior valor agregado.
Se você precisa de ajuda com etiquetas para produtos embalados à vácuo, fale com nossos vendedores! Podemos orientar em relação ao processo de etiquetagem, ou sugerir outra gramatura de adesivo, temos diversos modelos para os cenários mais desafiadores.
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