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Etiquetagem de tambores de químicos: GHS e etiquetas para trabalho pesado
Post atualizado em 11/2017

Etiquetagem de tambores para a indústria química é um assunto sério, pois nesta indústria, qualquer erro pode causar graves acidentes, explosões e até prejuízos ao meio ambiente se o conteúdo dos barris não estiver muito bem identificado. Esse segmento tem ainda um fator de risco extra: componentes químicos são bastante transportados por via marítima e ferroviária, encontrando uma cadeia logística bastante diversificada. Como garantir que as precauções de segurança serão tomadas por todos os envolvidos?
Pensando nisso foi criada o GHS (Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos), uma recomendação das Nações Unidas para a padronização dos símbolos de alerta, informações de risco e clareza das informações.
Apesar do próprio GHS não ter força de lei, seus parâmetros são adotados como base da legislação de vários países do globo e também como normas por grandes empresas logísticas. Uma empresa que segue as recomendações do GHS terá poucos ajustes a fazer para atender às legislações de exportação e importação globais.
Etiquetagem de produtos químicos: óleos, ácidos e solventes.
Um dos grandes desafios da etiquetagem de produtos químicos é a reação do próprio produto com o adesivo. Estamos falando de óleos, solventes, ácidos e bases às vezes criados especificamente para a remoção e limpeza, que podem destruir as etiquetas e adesivos mais comuns.
Por isso são usadas etiquetas especialmente desenvolvidas para a indústria química. São impermeáveis, bastante resistentes a rasgos e ao atrito (geralmente em PET, PP e PE) e com adesivos especiais, tanto em borracha (para barris rugosos) quanto acrílico (para barris lisos), de alto tack (força de adesão). Isso garante uma resistência muito alta do conjunto aos testes mais severos, como o BS 5609.
BS5609
A BS5609 é uma das certificações mais rigorosas, e mede a resistência ao sal, calor, frio, corrosão, impressão, legibilidade, permanência da impressão, além da resistência à luz, e abrasão por sal e areia.
Imagine se um contêiner carregado de barris com produtos químicos afunda no mar e é recuperado, às vezes em uma praia qualquer. Para a segurança de todos é imprescindível poder determinar o conteúdo daquele material, mesmo após algum tempo submerso. É disso que se trata a BS (British Standart) 5609. Esta norma é adotada pela GHS, IMDG (International Maritime Dangerous Goods) e MSR (Merchant Shipping Regulations). Ou seja, se você quer o seu produto transportado pelo mar, suas etiquetas terão que ser aprovadas por esta norma.
Ela é dividida em 4 seções, vamos falar da 2 e 3. A seção 2 diz respeito à fabricante de materiais adesivos. Para o material ser aprovado pela norma, a fabricante envia uma amostra de etiqueta para ser aplicada nos barris, que são então submergidos no mar por três meses e depois retirados. Após todo esse período o material precisa estar em boas condições. Não pode se soltar, rasgar ou desfazer.
A seção 3 é semelhante, mas trata da impressão da etiqueta, ou seja, mede a performance da tinta e do ribbon, quando aplicáveis. O mesmo teste é repetido com as etiquetas impressas, e após a imersão por tempo prologado a impressão não pode sair, desbotar ou apagar.
GHS - O que é e como funciona
O GHS é cada vez mais adotado globalmente e abrange três áreas principais:
- Classificação de risco: São definidos critérios específicos e universais para classificação de ameaças à saúde e ao ambiente, tanto de químicos brutos como misturas.
- Etiquetas adesivas e rótulos: Fabricantes da indústria química, importadores e distribuidores devem utilizar rótulos com simbologia e frases de alerta padronizados, de acordo com cada classe de risco.
- Formulários de Informação de Segurança: Também foram padronizados em um modelo com 16 seções.
Como é uma etiqueta de acordo com o GHS?
Para ser totalmente de acordo com o padrão, é preciso verificar as categorias específicas onde o produto se enquadra e quais informações são necessárias. De maneira geral, uma etiqueta contém as seguintes informações:

A. Nome do produto - Identificação
B. Palavra de alerta (de acordo com o grau de risco)
C. Natureza dos riscos
D. Pictogramas padronizados
E. Informações do fornecedor (nome, endereço e telefone)
F. Precauções - Informações necessárias para evitar riscos e acidentes, além de dados de primeiros socorros.
Pictogramas padronizados
| Explosivo - Materiais instáveis (explosivos) |
| Inflamável - Gases, aerosóis, líquidos e sólidos inflamáveis |
| Oxidante - Gases, líquidos e sólidos oxidantes |
| Gás comprimido - Gases comprimidos ou liquefeitos |
| Corrosivo - Substâncias corrosivas a metal |
| Tóxico (Risco à vida) - Substância altamente tóxica, via oral, dermatológica ou por inalação. |
| Cuidado (Substitui a caveira em substâncias menos tóxicas. Pode ser substituída por "Risco à saúde" quando aplicável) |
| Risco à saúde - Substância altamente irritante à respiração |
| Poluente - Alto risco a ambientes aquáticos |
Baixe os pictogramas em alta qualidade (vetor) aqui: http://www.unece.org/trans/danger/publi/ghs/pictograms.html
Impressão em duas cores
Um detalhe importante para quem trabalha com etiquetas é a exigência dos pictogramas em duas cores: losango vermelho e pictogramas em preto. Isso torna-se um desafio porque muitas vezes a etiqueta adesiva é impressa em uma impressora térmica, utilizando um ribbon de resina. Como o ribbon é sempre de uma única cor, geralmente preto, a impressão também.
Há três soluções para esta questão:
1. Imprimir a etiqueta em uma gráfica.
Na Promtec fazemos etiquetas e rótulos para a indústria química. A vantagem de fazer a impressão em uma gráfica é, além de fazer o rótulo a cores, é possível aplicar verniz e laminação sobre a impressão, aumentando bem a qualidade e durabilidade da impressão.
(Obs: a legislação brasileira exige impressão a cores em rótulos de agrotóxicos e certos produtos químicos).
2. Utilizar uma impressora térmica com 2 (ou mais) ribbons.
Há no mercado impressoras que utilizam mais de um ribbon, alguns modelos até quatro. Assim é possível usar um ribbon vermelho e outro preto. Essas impressoras não são tão comuns, e por isso muito mais caras. Além do mais, o ribbon vermelho também tem o custo mais alto que o preto.
3. Pré-imprimir as cores em uma gráfica, e as informações em uma impressora térmica.
Esse é um modelo muito vantajoso. Você pode solicitar as suas etiquetas com os losangos em vermelho já impressos, além de outras informações a cores, como por exemplo a logomarca da empresa e o design do rótulo. Assim, resta para imprimir apenas as informações em preto, como pictogramas de segurança e dados específicos para aquele produto, às vezes para aquele único lote. Essa é a solução mais econômica para indústrias que tem certa variedade na sua produção.
Adoção
Essas medidas são adotadas pela União Europeia e pelas organizações de controle de transporte marítimo no mundo todo. Nos Estados Unidos, o prazo para adoção completa para o padrão determinado pelo GHS à indústria química norte-americana vence em junho deste ano. A partir de 2016 os distribuidores de material adesivos foram recomendados a ter disponível um portfolio de produtos compatíveis com a BS5609.
Seja para exportação, seja para garantir a segurança das pessoas, temos no Brasil todo o portfolio de materiais que resistem as rígidas normas de transporte marítimo para a indústria química, tanto em etiquetas e materiais autoadesivos como também na impressão, com processos gráficos de alta qualidade com laminação e verniz. Também fornecemos ribbons de resina premium, especialmente desenvolvidos para resistência a solventes e óleos, com alta durabilidade mesmo sob as mais severas condições.
Se você precisa de um fornecedor de etiquetas e materiais autoadesivos compatíveis com as normas internacionais de importação e exportação de produtos perigosos, conte conosco. Entre em contato e solicite um orçamento.









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