(19) 3277-0064
Etiquetas e tags para metais quentes
Post atualizado em 10/2026

A identificação de lingotes, jumbos e outras peças de metal laminadas ou forjadas é um desafio para a indústria siderúrgica. No entanto, essa identificação é crítica para acompanhamento do material, rastreamento de problemas nas matérias-primas e controle de qualidade.
Tradicionalmente, as peças são marcadas à mão com giz ou tipos, ou espera-se que a barra esfrie para a aplicação das etiquetas. Além da possibilidade de erros na escrita ou leitura das informações, deixar o material parado antes de enviá-lo à próxima etapa do processo exige uma logística mais complicada. Há também o risco de acidentes, já que o trabalhador ficará mais tempo próximo ao metal quente.
Outra solução envolve a soldagem de plaquetas de identificação, um processo trabalhoso e com alto custo.
Por outro lado, etiquetas tradicionais não resistem às altas temperaturas, podendo derreter ou queimar com o calor. Os adesivos também podem apresentar problemas com óleos, solventes e outros produtos químicos adicionados ao metal, além de sofrer desgaste por atrito.
A construção desenhada para esse cenário é o alumínio de superfície branca, da Avery Dennison. Recebe impressão térmica por termotransferência e resiste a solventes, em duas formas bem diferentes entre si. A que aguenta o metal quente de verdade é a tag de fixação mecânica, sem adesivo. Na forma autoadesiva o teto nunca é o alumínio, é a cola, e hoje não existe adesivo que trabalhe de forma contínua acima de aproximadamente 200°C.
Características:
- Material resistente a alta temperatura;
- Alumínio com superfície branca, de fácil legibilidade;
- Boa imprimibilidade por termotransferência (impressão com ribbon), com excelente resistência química e a atrito;
- Resistência a intempéries para ambientes externos, com boa durabilidade.
A solução autoadesiva ou com tags, quando aplicadas nos lingotes ainda quentes, tem vantagens sobre os métodos tradicionais de identificação: aumentam a velocidade da operação, reduzem passos extras e podem automatizar o rastreamento e controle de qualidade da produção. Também reduzem falhas de identificação manual e permitem um acompanhamento mais preciso da produção.
Ficha técnica de referência
As especificações abaixo são as do catálogo do fabricante, e ficam aqui porque muita gente chega procurando pelo código. Elas descrevem o material, não um prazo nosso de entrega, e a disponibilidade se confirma caso a caso porque é importado.
Fabricante: Avery Dennison
Código: BE726 - ALU 60 WHITE TOP S8093 BG50WH
Etiqueta de alumínio branca para impressão por termotransferência, com adesivo permanente. Alta resistência a solvente e abrasão, especificada pelo fabricante para até 375°C. Construção descontinuada pelo fabricante em julho de 2026.
Código: BE776 ALU TAG 175 WHITE TOP
Tag (sem adesivo) de alumínio branca para impressão por termotransferência. Alta resistência a solvente e abrasão, especificada pelo fabricante para até 550°C. Material importado, com lote mínimo alto, que fecha para quem tem volume de siderúrgica.
Considerações especiais
Calor extremo e contato com óleos, além do atrito ao qual as peças de metal são submetidas, tornam o cenário bastante desafiador para as etiquetas. Por isso são necessárias considerações especiais ao trabalhar com esse material, a começar pelo uso de ribbons especiais para altas temperaturas, já que os ribbons comuns não suportam muito calor.
Uma característica da etiqueta de alumínio é que, apesar de fina (150 microns), trata-se de um material diferente e pouco conformável, o que requer alguns cuidados:
- Facas especiais (extrarrígidas). O uso de facas comuns ou com fio ruim pode deixar a borda da etiqueta de alumínio afiada, o que pode provocar acidentes, cortar o ribbon e aumentar o desgaste dos rolos e componentes da impressora.
- Tubete de grande diâmetro (6''). A fabricante recomenda trabalhar com tubetes de pelo menos 6'' (o comum é de 1 ou 3''), para evitar o "efeito memória" nas etiquetas (quando a etiqueta volta à forma curvada depois de aplicada, soltando do substrato).
- Uso de impressoras near edge. Esse tipo de impressora térmica tem o cabeçote inclinado, reduzindo o tempo de contato entre o ribbon e a etiqueta. É um tipo de impressora muito utilizada em linhas de montagem por permitir alta velocidade, mas requer ribbons especiais. Já as impressoras comuns (ou flat head) imprimem com a etiqueta pressionada contra o ribbon.
Dentre os ribbons testados pela Avery Dennison estão o Armor/Inkanto APX 650 e o AXR 800, que suporta temperaturas ainda mais altas. Também é interessante reparar que a tag de alumínio tem alteração de cor em temperaturas acima de 350°C, embora, segundo o fabricante, a legibilidade dos códigos de barras só seja afetada acima de 550°C (o revestimento se desfaz a 600°C).

Entre em contato
Metal quente acima de aproximadamente 200°C contínuos é um projeto especial aqui, avaliado caso a caso, e não um item de catálogo com entrega pronta. Antes de falar de material há uma pergunta que muda tudo, e vale você já trazer a resposta. Os graus que você precisa são a temperatura do processo ou a do ponto onde a etiqueta fica? Costumam ser bem diferentes, e é comum o ponto de aplicação estar muito abaixo do número do processo, o que abre soluções que de outra forma ficariam de fora. Também fornecemos ribbon de resina, resistente a alta temperatura, atrito e solventes.
Este artigo é de 2023, quando a construção autoadesiva de alumínio ainda não era comercializada aqui. Ela chegou a entrar em catálogo e foi descontinuada pelo fabricante em julho de 2026, então o que está acima vale como referência técnica do material, não como oferta. Para alta temperatura o nosso portfólio real está em etiquetas adesivas para alta temperatura, onde a escolha vai por faixa de temperatura e tipo de exposição. Entre em contato e converse com um de nossos especialistas!
Deixe um comentário