(19) 3277-0064
Product Traceability Iniciative (PTI): Padronização para rastreabilidade de produtos
Post atualizado em 10/2019
Com a expansão da necessidade de rastreabilidade de produtos, obrigatória em cada vez mais segmentos, começam as discussões a respeito de uma padronização de sistemas que possa ser amplamente adotada.
Rastreabilidade é a capacidade de identificar a origem de um produto específico.
Por exemplo, ao encontrar uma laranja no supermercado, o consumidor tem como saber exatamente onde foi produzida, além de informações como lote, variedade e outros dados.

Leia também: Tags e etiquetas adesivas para rastreabilidade de produtos
Isso pode ser feito por meio de uma simples etiqueta adesiva com um código de barras impresso, desde que se atente para alguns detalhes, como a presença de um código único e um banco de dados integrado e online, que possa ser acessado por todos os membros da cadeia produtiva: tanto o produtor, a empresa logística, ponto de venda e consumidor.
PTI Initiative: rastreabilidade eletrônica de adoção ampla
A PTI Initiative foi organizada por empresas de atuação global, entre elas a GS1 USA, para a padronização das informações de rastreabilidade.
Além de menor custo de implementação, permite a integração de sistemas já existentes em supermercados e empresas logísticas. A adoção de suas recomendações acontece principalmente nos Estados Unidos e Canadá.
O grupo identifica sete passos-chave para a implementação do sistema:
- Obter um prefixo GS1 (processo semelhante a como obter códigos de barras);
- Definir os números GTIN (Global Trade Item Number);
- Providenciar as informações sobre os números GTIN para os compradores;
- Providenciar informações humanamente legíveis nas etiquetas;
- Providenciar códigos de barras para as etiquetas;
- Escanear e armazenar as informações das caixas individuais;
- Escanear e armazenar as informações dos palletes e grupos de caixas.
O sistema PTI é baseado no código GTIN. Cada código GTIN é único no mundo, assim como os códigos de barras.
A diferença entre um código GTIN e um código SSCC (Serial Shipping Container Code) é que enquanto o segundo é único para cada unidade logística, o GTIN é mais próximo a uma "categoria de produto".
O GTIN é composto de 14 dígitos e inclui o prefixo GS1, um identificador de unidade (número que varia de 0 a 8, sendo 0 a menor unidade vendida, e gradativamente as caixas e agrupamentos dos produtos), além do código único e dígito verificador. O GTIN é codificado em códigos de barras lineares tipo GS1-128.
Na prática, o produtor deve solicitar um novo GTIN para cada:
- País de origem
- Fazenda ou produção
- Marca
- Produto
- Variedade
- Tipo de caixa e variação na quantidade de itens
- Tamanho e peso do produto
- Tipo de produção (orgânico, tradicional)
- Avaliação
Ou seja, ao escanear o código GS1-128 nas etiquetas, o comprador teria acesso imediato a todas as informações acima, em um sistema padronizado que permite a integração com seu próprio banco de dados. Em caso de problemas, torna-se mais fácil rastrear a origem daquele produto.
Rastreabilidade no Brasil
Embora o PTI esteja em implementação nos Estados Unidos e Canadá, seus parâmetros são simples e permitem a sua adoção global.
O número GTIN é padronizado mundialmente, portanto um produtor que o utiliza para a identificação de seus produtos para exportação poderia utilizar o mesmo número para vender a produção para compradores no Brasil.
Inclusive o GTIN já é utilizado por diversas empresas no Brasil, por meio do Cadastro Nacional de Produtos mantido pela GS1 Brasil.
Padronizar a produção de alimentos frescos segundo o PTI significa apenas ajustar os dados já informados, quando necessário.
No entanto, o GTIN ou a rastreabilidade de produtos frescos como frutas, legumes e hortaliças não é obrigatória no Brasil. Isso faz com que a sua adoção em ampla escala seja tímida, restrita às corporações maiores.
Até a rastreabilidade de bovinos e bubalinos (SISBOV), mantida pelo Governo Federal é voluntária, utilizada principalmente por produtores que trabalham com exportação de carne.
No país a rastreabilidade de produtos é impulsionada por grandes varejistas, como o Grupo Pão de Açúcar, que passou a exigir as etiquetas de rastreabilidade de seus fornecedores com o programa Qualidade Desde a Origem.
A principal diferença entre esse sistema e o recomendado pela PTI é que ele utiliza códigos 2D, únicos para cada produto, o que permite um controle ainda maior da produção.
Etiquetas para códigos de barras
Seja qual for o sistema de rastreabilidade que você pretende utilizar, você precisará de etiquetas para aplicar o código em seus produtos.
Recomendamos fazer a impressão delas em uma impressora térmica no próprio local de aplicação, o que reduz a necessidade de manter estoques de etiquetas e facilita a integração dos dados com o sistema.
Temos etiquetas em diversos materiais, desde os papéis até etiquetas mais resistentes a água e atrito, e fornecemos ribbons para impressão térmica sobre papel, BOPP e outros materiais, adequado a cada tipo de resistência necessária.
Podemos fazer a impressão da etiqueta na Promtec, inclusive com identificadores únicos, em qualquer tamanho necessário, ou entregamos as etiquetas nos rolos em branco, prontas para uso.
Precisa de etiquetas adesivas para os seus códigos de barras, etiquetas para balanças, ou etiquetas para os seus produtos?
Deixe um comentário