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Qual é o código de barras ideal para etiquetas pequenas? 2D ou 1D?
Post atualizado em 10/2019
Há muita discussão a respeito de qual é o melhor código de barras para etiquetas. Se o código de barras 2D "entrou na moda", seu uso incorreto é problemático e mais confunde do que ajuda.
Por outro lado, os códigos lineares continuam onipresentes.
Já escrevemos um post explicando por que usar códigos 2D pode ser má ideia, mas e no caso de etiquetas muito pequenas, como aquelas aplicadas a PCBs, joias, medicamentos e laboratórios?
Qual é o código ideal?
Primeiro, vamos relembrar a função de um código de barras: armazenar dados para serem lidos por equipamentos.
O código pode trazer um número de série, código de controle, datas de fabricação e validade, verificação de originalidade ou qualquer outro dado alfanumérico necessário.
Para a maior parte dos cenários o código 1D é melhor:
- Reconhecido pelo público como um código de barras.
- Os equipamentos de leitura são mais baratos.
- A leitura dos códigos é mais rápida.
- Com apenas um número de série e um banco de dados online é possível inserir e acompanhar qualquer quantidade de dados.
No entanto, o código de barras linear, seja ele UPC ou Code 128 (códigos com forte padronização e capacidade de armazenar caracteres alfanuméricos), tem um problema: ocupam mais espaço.
Em cada tipo de código de barras existe uma relação entre a capacidade do código e o seu tamanho, e nisso os códigos 2D têm ampla vantagem. Em um código muito pequeno é possível armazenar uma grande quantidade de dados.
Leia também: Como escolher o scanner de código de barras.
Quando o código 2D é melhor
Quando o espaço é restrito, as etiquetas devem ser pequenas. Se não for possível ou interessante reduzir a quantidade de informações no código, utilizar um código 2D passa a ser mais vantajoso.
Existem diversas simbologias, cada uma com suas vantagens e desvantagens. Por exemplo, um código Aztec não requer nenhuma área de segurança ao redor do código.
QR Code já é reconhecido pelo público, recomendado em cenários onde será escaneado por smartphones. O DataMatrix é o símbolo com melhor relação de aproveitamento de espaço, padrão amplamente adotado pela indústria.
Fizemos uma comparação entre os tamanhos dos símbolos mais comuns, todos com o conteúdo "123456789012345", e impressão a 15 mils.
- QR Code ocupou menos de 8x8mm
- Aztec ocupou pouco mais de 7x7mm
- Datamatrix ocupou pouco mais de 5x5mm

E se estamos falando de etiquetas com pouco espaço, precisamos abordar as dificuldades de lidar com códigos pequenos.
Quanto menor o código, maior a dificuldade do scanner em decifrá-lo. Não só a resolução do aparelho precisa ser mais alta para identificar o padrão claro/escuro, mas qualquer distorção na impressão terá impacto maior na qualidade de leitura do código.
Aí entra outra característica importante dos códigos 2D: correção de erros.
Leia também: Qual é o menor tamanho de uma etiqueta de código de barras?
Checksum X Correção de Erros
Todo código de barras traz um padrão de verificação de erros conhecido com checksum (soma de verificação). Trata-se de um dígito, obtido por operações matemáticas com base nos demais, incluído para a checagem da leitura do código. Isso evita que o scanner valide dados incorretos ou incompletos.
Se a verificação de erros é útil para verificar a integridade do código, ela nada pode fazer por um código corrompido.
Códigos 2D trazem outro tipo de sistema: correção de erros. O código traz uma certa redundância de dados que permite que o código seja interpretado mesmo se parte dele estiver ilegível, corrompido ou apagado. Isso torna o código muito mais robusto, tolerante a erros de leitura.
Por exemplo, o código DataMatrix recomendado pela GS1 é o padrão ECC 200, que permite que o código seja lido mesmo que até 25% dele esteja ilegível. Há outros padrões de DataMatrix, inclusive sem correção de erros, mas a diferença de tamanho é pequena.
A taxa de correção de erros também varia de acordo com a quantidade de dados. Quanto mais dados, menos espaço para redundâncias (ou você pode utilizar um código um pouco maior, com mais blocos).
Claro, a correção de erros também tem seus limites. Apenas parte dos dados são redundantes, e mais vale investir na melhoria da qualidade do código (por exemplo, investindo em equipamentos ou suprimentos de impressão melhores) do que aumentar a taxa de correção de erros.
Outro limite está nos padrões de reconhecimento do código. Códigos lineares têm padrões de "Start/Stop", que indicam seu início e fim. Códigos 2D possuem padrões fixos que ajudam o leitor a reconhecer o código e a posição dos elementos dentro dele.


Em linhas de montagem existe a possibilidade de inserir uma etapa de verificação da qualidade do código.
Trata-se de um scanner um pouco mais sofisticado, capaz de detectar problemas como inconsistência no contraste, falhas de impressão ou distorções no código.
Leia também o artigo "Qual é o tamanho ideal de um código de barras 2D?", no qual falamos dos principais problemas encontrados em códigos de barras.
Ou seja, qual é o melhor código para etiquetas pequenas?
- Se a quantidade de dados for pequena e for possível usar um código linear 1D, utilize o Code 128.
- Para armazenar mais dados, o DataMatrix é a melhor opção.
Precisa de etiquetas para PCBs, etiquetas para a indústria de eletrônicos, ou etiquetas muito pequenas que precisam resistir a altas temperaturas?
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