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Qual é o Menor Tamanho de uma Etiqueta de Código de Barras?
Post atualizado em 12/2017
Você sabia que um código de barras 2D com menos de um milímetro de lado pode ser lido por um scanner? Então, qual é o menor código de barras possível de imprimir?
Explicando a informação acima: um código Data Matrix com até 6 dígitos impresso por uma impressora de 600dpi pode ter 0,84mm de largura (com resolução de 3 mil) e ainda ser legível por scanners de alta capacidade.
Mas talvez esse código minúsculo não seja exatamente o que você esteja procurando. Vamos entender melhor este mundo dos micro códigos de barras.
Qual é o menor tamanho recomendado para códigos de barras?
Claro que a resposta depende do código! Existem diversos padrões, e para cada um deles uma medida. A principal entidade do ramo, a GS1, explicita para cada um de seus códigos os tamanhos mínimos e recomendados.
As medidas abaixo estão especificadas em "x-dimension", que equivale ao tamanho da menor barra ou quadrado. Mais abaixo explicamos o que isso significa. A menor medida recomendada pela entidade para a maioria dos códigos equivale a 10 mil.
EAN-13 (Códigos comuns de supermercado)
X-dimension min: 0,26mm / max: 0,66mm
(O que equivale a um código com total de 25mm a 63mm de largura)
GS1-128 (Muito usado em logística)
X-dimension min: 0,25mm
(O que equivale a um código com total de 34mm de largura)
GS1 Datamatrix (Código 2D muito utilizado na indústria)
X-dimension min 0,25mm
(O tamanho final do código equivale à quantidade de dados do código, sendo o menor deles 10x10 blocos, ou 2,5mm)
Veja outras medidas em http://www.gs1.se/sizeguide
As medidas acima são conservadoras e devem ser utilizadas em um sistema complexo, onde o mesmo código terá que ser lido por empresas diferentes, em condições variáveis de iluminação e equipamentos. É o caso de códigos de supermercados, por exemplo, que precisam de uma boa padronização para o funcionamento de toda a cadeia.
No entanto, podemos utilizar códigos muito mais compactos. Vamos nos aprofundar um pouco.
O que é x-dimension? Como calcular o tamanho do código de barras?
Para calcular o tamanho dos códigos de barras, vamos entender melhor como é feita a sua construção. De nada adianta decorar uma única medida, pois o tamanho dos códigos varia de acordo com a quantidade de informações que carregam.
Embora alguns códigos tenham tamanhos fixos, como o EAN-13 ou GS1-128, muitos outros são maiores ou menores de acordo com a quantidade de dados, como o Code-39 (linear), PDF-147, QR-Code ou Datamatrix (2D).
X-Dimension também é chamado de "barcode module width", ou "largura do elemento base".
Essa é a barra mais fina presente no código de barras, que é construído com barras e espaços que serão múltiplos exatos dessa medida inicial (2x, 3x, 4x, etc).

Nos códigos 2D, o x-dimension equivale à lateral do menor quadrado que compõe o código. O raciocínio é o mesmo, mas equivale também a altura.

Essa medida é padronizada em mil (1 mil = 0,001 polegada = 0,025mm). É o valor que você verá nas especificações de scanners: capacidade para ler códigos impressos em 5 mil, 3 mil, e assim por diante.
Códigos impressos a 10 mil são lidos com tranquilidade pela maioria dos scanners em uma grande variedade de situações.
A qualidade do código está diretamente relacionada com a variação do x-dimension, que deve ser constante no código de barras. O problema acontece pela própria imprecisão dos equipamentos, ancoragem da tinta e uma outros fatores.
Outro detalhe relevante é a superfície de impressão. Para códigos pequenos é preciso utilizar uma superfície "extralisa", já que as imperfeições do papel (offset ou couchê) influenciam na possibilidade de leitura. Algumas opções são o papel transtérmico, BOPP, poliéster e poliimida.
Simbologia: qual tipo código escolher para economizar espaço?
Se você precisa de um código que não ocupe muito espaço, convém pesquisar as opções: há códigos maiores e outros mais compactos.
Alguns itens a levar em consideração ao escolher um código de barras:
- Qual tipo de informação você precisa gravar? Apenas números ou caracteres alfanuméricos?
- Qual tipo de equipamento será utilizado para a leitura do código, tanto na sua empresa como em toda a operação até o produto chegar ao destino final? Os equipamentos são de boa qualidade? Têm capacidade para códigos 2D?
- Existe alguma padronização na sua indústria? Muitas vezes utilizar o mesmo padrão pode dar menos dor de cabeça, e até evitar colocar dois códigos diferentes no seu produto. Por exemplo, muitas indústrias adotam o DataMatrix como padrão. O GS1-128 é utilizado em operações logísticas no mundo todo. Já a indústria de saúde americana, assim como a indústria bélica, utilizam o Code 39.

Para códigos lineares (1D), uma boa escolha é o Code 128, por ser relativamente compacto e de ampla adoção.
Já para códigos 2D, o DataMatrix é tem a melhor relação tamanho X dados. Por isso é o mais usado pela indústria em componentes eletrônicos, PCBs e outras aplicações. Quando falamos em códigos pequenos, o DataMatrix é a opção que permite a maior economia de espaço.
Ele tem outra vantagem: taxa de correção de erros (fórmula Reed-Solomon). Isso significa que o código pode ser lido mesmo se parte dele estiver rasurado ou ilegível, graças a uma porcentagem de dados redundantes. Como quanto menor o código maior a necessidade de precisão, isso ajuda muito na qualidade da leitura.
Também precisamos considerar a área de segurança exigida, um espaço em branco ao redor do código onde não deve haver nenhum tipo de impressão. Ela permite que o scanner o separe do restante da informação:
Área de segurança (Quiet Zone)
É um tamanho proporcional ao x-dimension?
- Code 39: 10x
- Code 128: 10x
- ITF: 10x
- EAN-13: 11x à esquerda, 7x à direita
- PDF417: 2x
- Datamatrix: 1x
- QR Code: 4x
- Aztec Code: 0 (não necessária)
Qual é o menor código que é possível imprimir?
A resposta a essa pergunta é simples, e depende apenas da resolução da sua impressora. Tecnicamente o menor x-dimension do seu código de barras seria equivalente a 1 ponto de impressão.
Na prática, nenhuma impressora tem precisão suficiente em um único ponto para impressão com qualidade. Por isso recomendamos uma x-dimension mínima de 2 pontos e ideal com pelo menos 3 pontos. Ou seja, com uma impressora de alta resolução você consegue trabalhar com um x-dimension menor mesmo com mais pontos de impressão.
Leia também: Qual o melhor tipo de impressão para código de barras?
Vamos entender na prática, com alguns exemplos.
A resolução das impressoras é mostrada em dpi (dots per inch, ou pontos por polegada). É comum encontrar no mercado impressoras térmicas para códigos de barras com 203, 300 e 600 dpi.
203 dpi = 8 dots/mm. Tamanho do ponto: 0,125mm.
Menor código recomendável: x-dimension = 0,25mm (10 mil)
300 dpi = 12 dots/mm. Tamanho do ponto: 0,083mm
Menor código recomendável: x-dimension = 0,166mm (6 mil)
600 dpi = 24 dots/mm. Tamanho do ponto: 0,042mm
Menor código recomendável: x-dimension = 0,084mm (3 mil)
Seguindo essa lógica, vale a pena investir em uma impressora de alta resolução (600dpi), já que a impressora de 300 dpi é capaz de imprimir os códigos pequenos que eu preciso?
Aí entramos na questão da qualidade do código. Quanto mais bem impresso, mais fácil será a leitura. Em se tratando de códigos pequenos, qualquer desvio pode ter um grande impacto e atrapalhar a produção. Uma impressora que utilize mais pontos para criar as barras com certeza fará o trabalho com maior precisão e qualidade, o que influencia na velocidade de leitura dos seus códigos.
Eu posso imprimir meu código "um pouco" maior?
Essa é uma dúvida comum: "se eu aumentar um pouco o meu código de barras a leitura será mais fácil, certo?"
A resposta é não! O x-dimension de um código de barras devem ser sempre múltiplo da resolução de impressão. E é por isso que você sempre deve imprimir os códigos de barras utilizando as fontes da impressora, e evitar ao máximo a impressão como imagem.
Vamos voltar à nossa conversa sobre o x-dimension e entender melhor essa história. Digamos que eu esteja trabalhando com uma impressora térmica de 300 dpi.
O menor código recomendado para essa impressora tem x-dimension de 0,166mm, o que equivale a 6 mil. Não é possível "aumentar 10%" o tamanho do código, pois as barras estarão completamente fora dos pontos de impressão. Se forçar uma impressão dessas (por exemplo, ao imprimir como imagem), a impressora terá que "jogar" as barras mais para a esquerda ou direita para os pontos de impressão, o que resultará num código ilegível.
Mas é possível aumentar o código aumentando a quantidade de pontos do x-dimension. Os códigos possíveis em uma impressora de 300 dpi são:
- 1 dot - 0,083mm (não recomendado)
- 2 dot - 0,166mm (6 mil)
- 3 dot - 0,25mm (10 mil)
- 4 dot - 0,33mm (13 mil)
- 5 dot - 0,415mm (16 mil)
- E assim em diante
Isso significa que uma impressora só pode gerar três ou quatro tamanhos "utilizáveis" de micro códigos de barras (impressoras de alta resolução um pouco mais).
É por isso que recomendamos fazer a sua etiqueta com base no tamanho do código de barras, e não o contrário. Somente depois de determinar o conteúdo do código de barras e seu x-dimension você saberá o tamanho do código de barras. Adicione as demais informações que irá imprimir e já pode calcular o tamanho necessário para a etiqueta.
Por exemplo, se o código com 10 mil é grande demais para a etiqueta, você terá que utilizar o código de 6 mil, que já pode ser problemático para scanners de menor capacidade.
Essa regra vale principalmente para impressão térmica, que geralmente trabalha com resolução mais baixa. Na impressão por flexografia que trabalhamos na Promtec podemos trabalhar com matrizes de altíssima resolução (até 4000 dpi), o que permite uma gama muito maior de tamanhos próximos.
Ao criar um documento com código de barras é importante saber a resolução da impressora. Softwares de etiquetas costumam fazer esse cálculo automaticamente e facilitar o seu trabalho.
Agora, se estiver trabalhando em um software de edição de imagens, como o Photoshop ou similares, o ideal é trabalhar com zoom máximo, tomando cuidado para que cada ponto esteja alinhando com os pontos da imagem para impressão. Uma boa dica é trabalhar os códigos de barras com as fontes originais, e não como imagem, mesmo que vetorizada.
Algumas considerações sobre scanners
No fim, não se trata apenas do menor código que a sua impressora consegue imprimir, mas também do menor código que o seu scanner é capaz de registrar.
Existe uma grande diversidade de scanners no mercado, que variam em tecnologia (CCD, Linear Imager, Laser ou Area Imager), capacidade, resolução e claro, preço! Por isso seria impossível escrever no mesmo artigo qual o menor código lido por um scanner de 200 e 3000 reais.
De modo geral, podemos dizer que um código de 10 mil será lido com tranquilidade por qualquer aparelho. Os modelos mais sofisticados costumam ler códigos com densidade de 5 mil. Abaixo disso você já precisa de aparelhos especializados em códigos pequenos. Procure por marcações como "HD", "High Density" ou "Small barcodes" nos leitores.
Os leitores também apresentam uma série de atributos que melhora a capacidade de leitura, por exemplo, em movimento, a uma variação maior de distâncias, ou cujo software é capaz de "entender" melhor códigos rasurados ou danificados. São fatores que influenciam muito na capacidade de leitura de um aparelho. Principalmente nos códigos pequenos onde qualquer distorção é amplificada.
Escrevemos um guia bastante completo sobre leitores de códigos de barras que vai ajudar você a entender o outro lado da moeda: os scanners. Acesse aqui nosso Guia e entenda Como Escolher o Leitor de Código de Barras.
Qual o menor tamanho de códigos de barras que um celular é capaz de ler?
O problema da pergunta é que existem mais modelos de câmeras e smartphones do que de scanners profissionais. Por isso é muito difícil determinar um tamanho mínimo que poderia ser lido por uma grande variedade de dispositivos.
Se assumirmos que a menor resolução de vídeo dos smartphones de entrada é 640x480, isso nos dá poucos "pontos" para trabalhar, principalmente se tratando de códigos lineares (o x-dimension, no caso, precisaria ocupar menos que um ponto do vídeo, o que é impossível).
Por isso códigos 2D são lidos com mais facilidade por smartphones: você consegue trabalhar com uma quantidade maior de informações sem precisar de um x-dimension tão pequeno. Se considerarmos que o QR Code é um código otimizado para leitura por smartphones, é uma escolha segura.
Recomendamos, nesse caso, utilizar uma margem segura e imprimir seus códigos acima de 10 mil, se puder ainda maior.
E se o código de barras estiver na tela?
Aqui vale o mesmo critério para resolução de impressão. O mínimo x-dimension recomendado é de dois pixels. Portanto, o tamanho depende da densidade da tela do smartphone. Quanto maior a densidade, menor o código possível.
Lembrando que para códigos em tela, um detalhe importante é o formato da imagem: png ou eps são mais recomendados que o jpg, que é comprimido.
Por fim, cabe o que explicamos no nosso artigo sobre scanners: fatores como a qualidade do software e capacidade de reconstrução de códigos problemáticos pode ter uma influência maior na possibilidade de leitura do que apenas a resolução de impressão e leitura.
Conclusão: o menor código de barras depende do seu sistema
A discussão a respeito do "menor código de barras possível" é pouco produtiva. Em vez disso, temos que encontrar a melhor relação custo-benefício para aquele código de barras pequeno:
Precisamos pensar:
Scanners
- Quais os equipamentos disponíveis para leitura naquele sistema? Serão adquiridos novos scanners específicos para leitura de códigos pequenos? Qual o orçamento para isso?
Impressão
- A impressora está disponível ou será adquirida? Vale a pena investir em uma impressora de resolução mais alta (600dpi) para a impressão desses códigos?
Contexto
- A velocidade de leitura de um código muito pequeno é menor. Qual a velocidade necessária na linha?
- O código será lido apenas dentro da empresa, ou por parceiros e clientes?
- Qual a real necessidade de um código pequeno no seu produto? Em determinadas áreas (componentes eletrônicos, PCBs) o espaço ali é realmente restrito, exigindo um código pequeno. Em outras essa necessidade não é tão grande.
Com base em todos os fatores acima podemos encontrar o tamanho ideal do seu código de barras, seja ele 2D, como o DataMatrix, ou 1D, como o GS1-128. Mais vale um código de barras impresso do tamanho certo, mas que será lido com tranquilidade pelos sistemas, do que um código menor que só causa dor de cabeça!
Se você precisa de ajuda com seus códigos pequenos, seja na indústria de eletrônicos, seja em outras situações, entre em contato conosco! Temos etiquetas para PCBs que resistem ao processo de soldagem das placas, com superfície extralisa para melhor ancoragem da tinta e leitura, além de diversas opções em materiais para etiquetas e ribbons. Fale conosco!
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