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Quais são os tipos de embalagem na logística?
Post atualizado em 11/2019

A cadeia de suprimentos é a sequência de processos de transporte e armazenamento de mercadorias desde a produção até a chegada aos Pontos de Venda (PdV). Assim, os diversos tipos de embalagens logísticas garantem a chegada dos produtos aos seus PdV nas melhores condições, aumentando sua atratividade aos olhos dos clientes.
Nesse sentido, uma pesquisa da MeadWestCo comprova que 64% das pessoas se dispõem a experimentar um produto novo considerando o aspecto da sua embalagem. Outros 41% voltam a comprar, desde que a embalagem seja atrativa o bastante.
Dessa forma, não há como ter excelentes resultados quando o aspecto externo dos produtos não atende às exigências do consumidor final. Veja, então, nos próximos tópicos, como fazer para ter êxito nessa missão!
Qual é a importância da embalagem na cadeia logística?
Quando se trata de transportar mercadorias do produtor até o consumidor, a questão do espaço útil deve ser priorizada. Significa que as mercadorias precisam ser acondicionadas de forma estratégica, permitindo o máximo aproveitamento em carrocerias, contêineres e outros recipientes em meios de transporte.
Por outro lado, maximizar o aproveitamento dos espaços disponíveis não quer dizer que isso deva ser feito a qualquer custo. De nada adiantaria um contêiner lotado se, dentro dele, os produtos não estivessem protegidos de agentes externos e até de impactos ao longo de um trajeto.
Em outras palavras, na cadeia logística, os fatores espaço e segurança são obrigatórios, em especial quando se lida com produtos perecíveis ou frágeis. Considerando esses dois fatores, a qualidade de uma embalagem deve ser avaliada a partir de 4 elementos:
- marketing — uma vez que a embalagem “vende” o produto;
- design — quando bem elaborado, torna uma mercadoria mais atrativa;
- logística — relativo às facilidades no transporte, estocagem e manuseio;
- meio ambiente — elemento fundamental, já que toda embalagem será descartada, gerando impacto ambiental.
A partir desses 4 componentes, profissionais de logística trabalham com, pelo menos, três tipos de embalagem. Cada uma delas atende a um propósito específico, servindo, em muitos casos, como proteção extra.
Portanto, conhecer as propriedades de cada uma delas é fundamental para garantir segurança e agilidade ao longo da cadeia de suprimentos.
Segurança, porque ajudam a manter produtos e insumos a salvo de agentes erosivos ou de impactos. Agilidade, porque facilitam o manuseio, diminuindo o tempo gasto no transporte entre intermediários e distribuidores.
Quais são os tipos de embalagens mais comuns?
Você já ouviu falar da matrioska? Popular na Rússia, onde tem até um museu em sua homenagem, trata-se de uma boneca em formato cilíndrico e que pode ser aberta, revelando uma outra idêntica. Essa boneca menor também pode ser aberta, revelando então matrioskas cada vez menores, sucessivamente.
Em logística, as embalagens seguem uma lógica parecida, exceto pela destinação dos conteúdos, afinal, as simpáticas matrioskas são para uso recreativo ou decorativo.
Enquanto esses brinquedos remetem a ideias de fertilidade e vida longa, as “matrioskas” logísticas atendem a propósitos um pouco mais específicos. Conheça três deles nos tópicos a seguir.
Primária
A não ser no transporte a granel, é certo que todo produto precisa de um invólucro que o proteja e até sirva como referência visual e fonte de informação. Essa é a finalidade de uma embalagem primária, destinada ao manuseio direto de uma mercadoria e normalmente em contato direto com o produto envolvido.
Dessa forma, os materiais usados em sua composição podem ter propriedades anticorrosivas, serem a prova d`água ou de contaminação, se assim for necessário. Pacotes de biscoitos — bolachas — potes contendo alimentos e latinhas de bebidas são exemplos desses tipos de embalagens logísticas.
Elas também são destinadas ao manuseio pelo consumidor final, já que, em seu exterior, podem haver informações sobre quantidades, prazo de validade, ingredientes, entre outras. Nesse aspecto, é o invólucro mais importante em termos de marketing, já que funciona também como uma “vitrine” para os produtos nelas contidos.
Secundária
Por sua vez, as embalagens secundárias servem para acondicionar produtos já embalados em seus respectivos envoltórios primários. Além de servirem como proteção para mercadorias transportadas em lotes, elas também ajudam no transporte e manuseio.
São exemplos de embalagem desse tipo as caixas de isopor ou de papelão. Nelas, mercadorias de uma mesma categoria são acondicionadas tendo em vista um ou mais deslocamentos.
Como são utilizadas normalmente em operações logísticas destinadas ao atacado — ainda que a venda seja no varejo — têm papel fundamental na velocidade das operações. Isso porque caixas de difícil manuseio representam um problema, considerando até mesmo a dinâmica do mercado brasileiro, em que modais de transporte se sobrepõem.
Ou seja, quando as embalagens secundárias são verdadeiras “malas sem alça”, prazos podem ficar comprometidos e, assim, perdem empresas e o consumidor final.
Terciária
Já a embalagem terciária tem uma destinação mais operacional. Nesse caso, estaremos lidando com grandes invólucros cuja finalidade é simplesmente proteger produtos, alguns até a granel.
Um bom exemplo disso é o popular plástico bolha, muito utilizado para amortecer impactos no transporte de produtos mais sofisticados como eletroeletrônicos. Também podem ser enquadrados nessa categoria as capas plásticas que envolvem embalagens secundárias.
Que tipos de materiais são utilizados nas embalagens?
Há materiais mais ou menos adequados para produzir embalagens, dependendo da finalidade em questão. Isso considerando que as embalagens em seus diversos níveis têm como funções proteger, facilitar o transporte, informar e atrair.
Nesse sentido, destacam-se os seguintes componentes.
Papel
Embalagens mais baratas, “eco-friendly” e de fácil produção, sendo indicadas para mercadorias não perecíveis ou como invólucro extra.
Plástico
Já as embalagens plásticas representam um impacto maior ao serem descartadas, em especial as do tipo PET e BOPP, essa última muito usada para embalar alimentos. Sendo assim, convém orientar o cliente final quanto à sua correta destinação após o consumo.
Vidro
Por sua vez, o vidro é um material altamente reciclável, além de proteger muito mais contra agentes contaminantes ou por odores. Também tem como vantagem a versatilidade, podendo ser produzido em infinitos formatos. Como desvantagem, apresenta risco maior à segurança em caso de queda ou manuseio incorreto.
Metal
Em operações logísticas, embalagens metálicas representam muito mais resistência, em especial quando seus conteúdos são empilhados. Dessa forma, oferecem mais segurança, em especial se estiverem protegidas por embalagens terciárias.
Então, ficou 100% claro para você quais são os tipos de embalagens logísticas, como empregá-las em suas operações ou mesmo como canal de marketing? Esperamos que esse conteúdo ajude a sua empresa a vender mais e melhor, tomando a gestão de embalagens como ponto de partida!
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