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User Experience para o setor de alimentos
Qual a experiência do consumidor com o seu produto? Como é a jornada desde a intenção de compra, o supermercado (ou recebimento), a sensação de abrir a embalagem? Como é o momento de utilizar o produto, sentir o gosto, e até o que fazer com a embalagem depois?
Tudo isso faz parte do escopo de User Experience, área que pode ajudar a tomar decisões mais assertivas em relação ao marketing e rotulagem.

Por que UX (User Experience)?
O campo "user experience" é mais associada à produção digital, de websites e aplicativos, em referência à interface a qual o usuário tem acesso. Mas a área é muito mais ampla. Para Don Norman, criador do termo, toda a experiência ao redor de um produto está incluída, como o transporte, a dificuldade de uso ou as impressões prévias de amigos e marketing. UX é a forma que você vive a experiência. No caso do alimento, do marketing até o gosto.
No mundo altamente integrado de hoje, onde tudo é digital, a informação chega em tempo real (criando expectativa de imediatismo), transparência é valorizada, assim como o compartilhamento (acesso a bens/serviços/conhecimento hoje é mais valorizado que a posse). Tudo isso gera choque de gerações, tanto entre pessoas, quanto entre empresas. Entre quem prefere “trabalhar como antigamente” e startups mudando a forma de produzir, entregar e consumir.
Neste cenário, o campo User Experience oferece diversas ferramentas para compor cenários, levantar hipóteses e propor soluções, por meio de quatro pilares:
1. Ergonomia / fatores humanos;
2. Design centrado no ser humano;
3. Análise de sistemas complexos;
4. Usabilidade (que se divide em aprendizagem, eficiência, lembrança, erros, satisfação).
Como UX se aplica ao setor de alimentos
Experiências são histórias. Portanto, nada mais natural ligar User Experience ao setor de alimentos, que está tão interligado à história humana, afinal alimentação é uma atividade social carregada de símbolos, valores e cultura.
Em alimentação, o UX vai estudar os contextos pelos quais as pessoas fazem suas escolhas alimentícias. Nesse sentido, o design do rótulo se encaixa na história do consumidor (seja pelos valores estéticos, escolhas de material, ou até pela escolha de informações — como receitas ou instruções), e assim se torna um diferencial competitivo para a marca.
Nas palavras do Nobel de Economia Herbert Simon, "Designer é aquele que desenha cursos de ação com o objetivo de transformar situações existentes em preferidas."

Design de rótulos de alimentos
O design visa trabalhar com três preceitos: empatia (colocar-se no lugar do consumidor); colaboração (com diferentes áreas da empresa) e experimentação (amostras e testes em busca do melhor resultado).
Para isso é preciso pensar, antes de mais nada, em pessoas. Quais são suas expectativas, desejos e necessidades? Abordando sempre diferentes esferas (como humano, consumidor, cliente, e finalmente, usuário).
Para fazer isso, existem diversas técnicas, que podem ser resumidas em seis passos:
- Empatizar, entender o consumidor;
- Definir o problema a ser solucionado;
- Idear, levantar possíveis soluções;
- Prototipar melhores soluções;
- Testar em cenários próximos do real;
- Materializar a melhor solução testada.
O designer de rótulos de alimentos hoje deve ir além do básico, não se trata apenas de estampar uma marca e aplicar a tabela nutricional do produto. Com inúmeras possibilidades de materiais para rótulos, recursos de enobrecimento diversos e impressão digital em alta definição, as possibilidades são infinitas.
É possível pensar em rótulos diferentes para o mesmo produto, diálogo do rótulo com o site (rastreamento, garantia de origem, receitas, qr-code) e experiências exclusivas.
Ao criar o rótulo, não basta pensar apenas na imagem, mas em toda a jornada, a experiência do consumidor. Desde o primeiro contato (na prateleira, pela publicidade), o momento em que pega o produto nas mãos, ao abrir e fechar a embalagem, o consumo e o descarte.
Se você precisa de uma gráfica antenada com o novo jeito de fazer rótulos, com capacidade para impressão de efeitos gráficos em uma grande variedade de papéis e filmes, desde microtiragens até grandes volumes, fale com a Promtec.
O texto acima foi inspirado, entre outras referências, no curso de Gustavo Vieira, para a Tacta Food School, que pode ser assistida gratuitamente aqui.
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